Com prisão decretada, Lúcio André Genésio que espancou a ex esposa continua foragido

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Ludmila foi espancada pelo ex-companheiro após um encontro que o casal que estava separado, tentava se reaproximar. De acordo com a vítima, Lúcio André teve uma crise de ciúmes e a agrediu. Ludmila ficou com parte do rosto desfigurada, teve duas costelas deslocadas e vários ferimentos pelo corpo. Em depoimento realizado na última segunda-feira (13), a vítima prestou um novo depoimento na Delegacia da Mulher em São Luís e contou que após as agressões, não conseguia nem mesmo andar.

Lúcio André Genésio está foragido da Justiça, o ex-companheiro da advogada Ludmila Rosa Ribeiro Silva, de 27 anos. A prisão preventiva do agressor foi decretada nesse domingo (12) e até o momento, o acusado ainda não foi localizado pela polícia, Ludmila ficou com parte do rosto desfigurada, teve duas costelas deslocadas e vários ferimentos pelo corpo.

Após a agressão, o acusado foi levado a Delegacia do Cohatrac, onde o delegado plantonista aplicou uma fiança de R$ 4.685,00 reais, pelo crime de lesão corporal. Lúcio André pagou a fiança e foi liberado. O pedido de prisão foi protocolado pelo Ministério Público, por meio da promotora Bianka Sekkef Sallem Rocha. O delegado de Polícia Civil, Válber Braga, que arbitrou fiança ao agressor, também deve ser investigado pela Corregedoria a pedido da Justiça.

Segundo a delegada Wanda Moura, em depoimento, a vítima contou que a razão para volta no relacionamento seria o filho do casal, fruto de um momento em que os dois conviviam juntos. O motivo da separação foi a primeira agressão de Lúcio ocorrido durante a gravidez de Ludmila. O processo desse caso corre na cidade de Pinheiro.

Delegacia da Mulher

Em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema-MA) nessa segunda (13), foi anunciado que a Delegacia Especial da Mulher passará a funcionar a partir desta terça-feira (14), em regime de plantão, 24 horas por dia. Serão oito delegados que irão atuar em casos e denúncias de crimes de feminicídio.

A delegacia e o plantão 24 horas passam a funcionar na Casa da Mulher Brasileira, no bairro Jaracaty em São Luís. Além desses órgãos, serão disponibilizados alojamentos, brinquedoteca. Também irá funcionar no prédio a sede do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram), mantido pelo município de São Luís.

 

 

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1 comentário

  1. Laerte Soeiro Diz

    Talvez os Movimentos Feministas se recusem a enxergar, ou eles são
    formados por pessoas que já trazem um conceito preconcebido da
    comunidade-problema, sobre a qual vão adotar a sua linha de atuação.
    -Pela minha vasta vivência, nessa conjunção homens/mulheres, dois
    tipos masculinos, perigosos, deveriam merecer uma atenção toda
    especial: Policiais e Drogados. Não existem pares com maior percentual
    de torturadores (tortura físico-psíquica) como esta dupla: eles ainda costumam exercer um patrulhamento acirrado sobre suas “amadas”; próprio de debilóides acometidos de psicose.
    -O Drogado: muitas vezes, a sua parceira aceita ficar sofrendo porque
    vê no companheiro a figura de um coitado que, com a ausência dela, a
    vida do infeliz tornar-se-ia ainda pior. Noutros casos, ela também é
    viciada e se mantém vinculada ao seu algoz pela afinidade viciosa
    entre ambos.
    -O Policial: neste, a relação é bem mais complexa. A mulher não se
    separa dele com medo de represálias, quase sempre, letais. Ela não o
    denuncia por temer a ele e ao corporativismo pandemônico ao qual
    pertence. Por outro lado, a esposa tende a poupar o marido, pois
    entende que um escândalo público rebaixaria a “moral e a autoridade”
    do companheiro. Moral e autoridade dele, cujos valores ela também
    tiraria vantagens, nas suas relações sociais. Ademais, as
    próprias defensoras dos direitos das mulheres se afrouxam, só em
    pensarem registrar uma queixa contra violência doméstica, sabendo que
    o protagonista é um policial. Ou seja: contra o policial, as
    valentonas feministas não mostram a mesma saga e furor, de igual modo,
    quando o ofensor é um pobre e indefeso.
    -Para driblarem esse risco, as ONGs afetas à questão deveriam realizar
    entrevistas sigilosas com ex-companheiras de policiais; certamente,
    elas se encorajariam para deletar muitos dramas vivenciados, assim como de suas
    colegas, vítimas que também passaram pelas mãos de policiais covardes e tiranos.

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