César defende pênalti e Flamengo está na final da Sul-Americana

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Depois de uma semana tensa, com muita pressão, desconfiança e cobrança da torcida, o Flamengo venceu o Junior Barranquilla por 2 a 0 na Colômbia e garantiu uma vaga na final da Copa Sul-Americana. Felipe Vizeu marcou os dois gols rubro-negros, e César defendeu um pênalti aos 42 do 2º tempo, quando o jogo estava 1 a 0.

O Flamengo vai encarar o Independiente, da Argentina, na decisão. A primeira partida será em Avellaneda na próxima quarta-feira, dia 6/12. O jogo de volta será no dia 13/12, no Maracanã. O Rubro-Negro não chegava a uma final de torneio continental há 16 anos (o time disputou a decisão da Mercosul 2001, caindo nos pênaltis para o San Lorenzo).

Alçado à condição de titular devido às seguidas falhas de Muralha, César foi um dos grandes destaques da noite. Sem disputar uma partida oficial desde 2015, o goleiro de 25 anos ganhou confiança com uma boa defesa logo nos primeiros minutos. No decorrer do jogo, correspondeu sempre que foi acionado e por pouco não saiu, em razão de cãibras. No fim, teve a grande atuação coroada com a defesa do pênalti cobrado por Chará.

O jovem atacante foi outro grande nome da partida. Abriu o placar aos 6 minutos do 2º tempo com uma arrancada fulminante, onde deixou dois marcadores para trás e tocou na saída do goleiro Sebastián Viera. Nos acréscimos, decretou a classificação rubro-negra após cruzamento de Rodinei.

A torcida, aliás, pode botar essa classificação na conta dos garotos do Ninho. Além de Vizeu e César, formados na base rubro-negra, outro destaque da partida foi Lucas Paquetá. O jovem atacante fez um grande primeiro tempo, sendo o responsável por todas as jogadas ofensivas de mais perigo da equipe. Enquanto isso, estrelas como Diego e Éverton Ribeiro tiveram atuações bem abaixo da média.

Alvo de muitas críticas devido às falhas seguidas nos últimos jogos, Alex Muralha sequer ficou no banco na partida desta quinta-feira. O técnico Reinaldo Rueda colocou César como titular e preferiu deixar Thiago como opção na reserva. Muralha assistiu à partida em uma cabine, junto com outros jogadores do Fla que viajaram, mas acabaram fora do jogo, como Réver (que sentiu uma lesão minutos antes da partida), e Romulo.

Jogadores e torcedores do Junior Barranquilla reclamaram de três pênaltis não marcados durante a partida. Lembrando que não houve árbitro de vídeo nas semifinais – o recurso será usado apenas nas finais.

O primeiro, aos 43 da etapa inicial, quando Juan cortou com o braço cruzamento de González. O segundo, aos 2 minutos da etapa final, em chegada de Pará no mesmo González. O terceiro, quando Téo Gutiérrez caiu na área após choque com Cuéllar.

Ironicamente, o pênalti marcado a favor do time colombiano foi em um lance que não existiu. Barrera caiu após se envolver com Arão e Juan. Chará cobrou, e parou nas mãos de César.

A primeira etapa foi toda do Junior Barranquilla. Com boa troca de passes, o time colombiano tomou conta da posse de bola e chegou várias vezes com perigo. No entanto, os jogadores pecaram muito no último passe e nos chutes a gol, não conseguindo abrir o placar.

A equipe colombiana tentou dar continuidade à pressão na 2ª etapa, mas Vizeu abriu o placar em grande arrancada e esfriou os ânimos do adversário. A partir daí, o jogo ficou mais equilibrado. Precisando virar, o Junior Barranquilla foi para cima e conseguiu um pênalti, mas desperdiçou. Um balde de água frio. Nos acréscimos, o Fla liquidou a fatura, novamente com Vizeu.

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