Inconformados, moradores de Cururupu denunciam o desmatamento na mata “São Joaquim”, antiga fazenda dos “Mirandas”

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O processo de desaparecimento de matas, florestas, espécies nativas de determinadas regiões é um dos principais problemas ambientais causados pela atividade humana. Em Cururupu, mais precisamente num local conhecido como mata do São Joaquim, antiga fazenda dos Mirandas, clama por socorro das autoridades. Ações de madeireiro de forma desordenadas, segundo ativistas ambientais que denunciam o caso, já reduziram aquela que um dia foi uma das mais importante área de mata no município de Cururupu em terra sem dono e sem lei, a prática intensa e continuada da eliminação da mata e a falta de fiscalização por parte dos agentes responsáveis tende a agravar o problema e em pouco tempo será totalmente dizimada, finalizam. 

A consequência dos desmatamentos são prejuízos ambientais e socioeconômicos muito significativos, mais parece que para as pessoas que estão destruindo a mata isso é que menos importa, haja visto tamanha liberdade para fazerem o que bem entendo com o meio ambiente.

Todos devemos saber que o desmatamento sem critério, e tendo como único fulcro questões econômica é um dos mais graves problemas ambientais da atualidade, pois além de devastar as florestas e os recursos naturais, compromete o equilíbrio do planeta em seus diversos elementos, incluindo os ecossistemas, afetando gravemente também a economia e a sociedade. Dessa forma, toda vez que uma área florestal é removida, temos aí uma prática de desmatamento, que também pode ser chamado de “desflorestamento”.

São diversas as consequências e impactos gerados pelo desmatamento, haja vista que a intervenção do homem sobre o meio natural fatalmente acarreta desequilíbrios. Dentre tais problemas, podemos destacar.

– Perda da biodiversidade: com a destruição das florestas, o habitat natural de muitas espécies torna-se escasso ou inexistente, contribuindo para a morte de muitos animais e até mesmo a extinção dos tipos endêmicos, aqueles que só se encontram em localidades restritas. Tal configuração traz problemas para a cadeia alimentar e pode impactar até atividades econômicas, tais como a caça e a pesca.

Erosão dos solos: sem as árvores, o solo de muitas localidades fica desprotegido, sendo facilmente impactado pela ação dos agentes erosivos, tais como a água das chuvas e dos rios, além de outros elementos. Com a consequente erosão, ocorre a perda de muitas áreas.

– Extinção de rios: a remoção das florestas provoca a destruição, em alguns casos, de nascentes que alimentam os rios. Além disso, as áreas de encosta, nas margens dos cursos d’água, sofrem com o aumento da erosão, o que faz com que mais terra e rochas sejam “jogadas” no leito dos rios, o que provoca o seu enfraquecimento.

– Efeitos climáticos: o clima e as temperaturas dependem das condições naturais. Muitas florestas contribuem fornecendo umidade para o ambiente, de forma que a retirada dessas implica a alteração do equilíbrio climático de muitas regiões, isso sem falar na intensificação do efeito estufa.

Desertificação: além das erosões, os solos podem sofrer com a ausência da vegetação. Em áreas áridas e semiáridas, pode ocorrer a desertificação, com a perda de nutrientes do solo, além do processo de arenização, que ocorre em regiões de clima úmido e de solos arenosos.

– Perda de recursos naturais: os recursos naturais, mesmo aqueles renováveis, podem entrar em escassez com o desmatamento. É o caso da água, madeira, além de inúmeras matérias-primas medicinais retiradas a partir do extrativismo vegetal.

Cururupu ao que parece vai na contra mão de tudo que se busca nesse momento quando o assunto é preservação das matas nativas, pois não consegui impor limites nessa ação tão danosa ao meio ambiente, segundo as pessoas que estão denunciando o caso, essa triste realidade não é de agora, já faz parte do cotidiano de muitas pessoas da sede do município que colocou sua condição de sobrevivência totalmente na aposta pelo desmatamento e pela certeza de impunidade e da falta de fiscalização. 

O ICURURUPU tentou por diversas vezes contato com o secretário municipal de meio ambiente, senhor Gilberto, o qual não nos atendeu e nem mesmo retornou às nossas ligações, desta forma não foi possível saber se existem alguma ação por parte do município para acabar com a destruição total da mata.

SEMA – Cururupu

A Secretaria do Meio Ambiente – SEMA é um órgão da administração direta do Município de Cururupu que tem a finalidade de executar as funções de meio ambiente, gestão das áreas de proteção ambiental, unidades de conservação, parques municipais de lazer, arborização de ruas, praças e jardins, bem como demais ações correlatas, entre as quais a educação ambiental.

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