Jovem Cururupuense é premiada em concurso estadual

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Elem Mayana Mendes Reis, estudante do ensino médio do Centro de Ensino Profa. Joana Batista, em Cururupu, cidade a 453 km de distância da capital São Luís,  foi premiada no Concurso Artístico e Literário Josué Montello, sua premiação foi em razão do desenho com o seguinte título: 100 anos do homem que valeu por 100, sob a orientação da Profª Silma Pires.

A premiação aconteceu em São Luís no último dia 19 de dezembro no Auditório do Palácio dos Leões, o qual culminou com a premiação de dez estudantes da rede estadual de ensino. 

Sobre Josué Montello

O ilustre maranhense Josué de Sousa Montello, nasceu em São Luís capital do estado do Maranhão, em 21 de agosto de 1917, e faleceu no Rio de Janeiro em 15 de março de 2006. Era filho de Antônio Bernardo Montello e Mância de Sousa Montello. 

Em 1932, passa a integrar a Sociedade Literária Cenáculo Graça Aranha, na qual se congregaram os escritores do Maranhão de filiação modernista. Até 1936, colabora nos principais jornais maranhenses. Muda-se, a seguir, para Belém do Pará, onde é eleito, aos 18 anos, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Pará.

Publica o primeiro romance, Janelas fechadas, em 1941. Seis anos mais tarde é nomeado diretor-geral da Biblioteca Nacional, exercendo também a direção do Serviço Nacional do Teatro.

Em 1953, a convite do Itamaraty, inaugurou e regeu por dois anos a cátedra de Estudos Brasileiros da Universidade Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, no Peru. A partir de 1954, tornou-se colaborador permanente do Jornal do Brasil, no qual manteve uma coluna semanal até 1990.

Novamente convidado pelo Itamaraty, regeu, em 1957, a cátedra de Estudos Brasileiros na Universidade de Lisboa, e, em 1958, na Universidade de Madri.

Entre 1969 e 1970, ocupou o cargo de conselheiro cultural da Embaixada do Brasil em Paris, e de 1985 a 1989 foi embaixador do Brasil junto à Unesco. De janeiro de 1994 a dezembro de 1995, ocupou a presidência da Academia Brasileira de Letras. Foi membro de incontáveis academias e instituições culturais no Brasil e no Exterior.

Foi o quarto ocupante da cadeira 29, foi eleito em 4 de novembro de 1954, na sucessão de Cláudio de Sousa, sendo recebido por Viriato Correia em 4 de junho de 1955. Recebeu os acadêmicos Cândido Mota Filho, José Sarney, José Guilherme Merquior, Evaristo de Morais Filho, Roberto Marinho e Evandro Lins e Silva. Na posse de João de Scatimburgo, leu o discurso de recepção de Miguel Reale, que não pôde comparecer. Presidiu a Academia Brasileira de Letras em 1994 e 1995.

O concurso

O concurso foi promovido pelas Secretarias de Estado da Educação (Seduc) e da Cultura e Turismo (Sectur), nas modalidades de Redação, Poesia, Desenho e Fotografia, premiou dez jovens de escolas públicas de São Luís e de outras cidades do Maranhão, entre as quais o  Centro de Ensino Profa. Joana Batista em Cururupu.

“Nós acreditamos muito que iniciativas como essa ajudam que esses jovens consolidem um gosto pela leitura que é vital para que eles possam ser cidadãos melhores. Em primeiro lugar, eles terão uma boa formação ética e intelectual, mas também terão um bom desempenho escolar, porque nós sabemos que a leitura é o caminho para a aquisição de vários conhecimentos e, sobretudo, para o caminho da escrita”, destacou o governador Flávio Dino durante a premiação.

A estudante cururupuense, teve o apoio e orientação incondicional da professora Silma Pires, a qual não teve nenhuma dúvida da capacidade de Elem Mayana, vale destacar que, a disputa foi acirrada, afinal foram 135 inscrições realizadas e somente dez foram premiados.

Como prêmio, Mayana recebeu um kit de livros além de R$ 1 mil reais, já a professora Silma Pires teve seu empenho reconhecido, pois recebeu um kit de livros de autores maranhenses e uma placa alusiva ao concurso, mais certamente seu maior presente foi a oportunidade que proporcionou à estudante cururupuense e ao  Centro de Ensino Profa. Joana Batista.

O  Centro de Ensino Profa. Joana Batista também foi premiado, o reconhecimento lhe rendeu como prêmio R$ 4 mil reais, que deve ser utilizado unicamente para a qualificação do espaço, acervo da biblioteca escolar e atividades artístico, cultural ou literário.

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