Dezesseis detentos fogem da Delegacia de Mirinzal

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MIRINZAL– Por volta das 18:40 desta última sexta-feira (12), cerca de dezesseis detentos evadiram-se da carceragem de Mirinzal cidade a 416 km da capital São Luís. A Segunda Companhia Independente, sediada em Mirinzal informa que na carceragem haviam dezoito (18) detentos, destes, apenas 2 resistiram à fuga e ficaram na prisão. 

Uma guarnição de serviço fazendo rondas de rotina, estava passando enfrente á carceragem quando depararam com populares que informaram que ali havia uma fuga de preso, adentrando na carceragem os Policiais constataram o fato.  Ainda segundo os Policiais da 2ª Companhia Independente de Mirinzal, a fuga  foi realizada após os detentos serrarem os cadeados e renderem o único carcereiro que estava no local, tomando-lhe as chaves do portão que daria acesso á rua e deixando-o de mãos amarradas para trás e preso em uma das celas.

Diante do ocorrido, os Policiais que realizavam a ronda de rotina na localidade comunicaram a fuga ao Delegado do município, Dr. Jorge, e em seguida realizaram diversas diligências nos bairros e povoados do município, todavia, até o presente momento só foi possível capturar dois foragidos de um total de dezesseis. 

A cadeia de Mirinzal fica localizada próxima à Av. do Aeroporto, com frente para a Av. Maria Firmina, no centro da cidade. Embora a sede da polícia civil fique localizada na mesma rua, e em outro prédio isso não foi suficiente para evitar a fuga.

Outras informações

Estudo divulgado pelo Ministério da Justiça em junho de 2016 constata que o País é o terceiro do mundo em número de detentos. Estado com maior superlotação é o Amazonas (cinco presos por vaga). No período citado, a população carcerária do Brasil atingiu a marca de 726,7 mil presos, mais que o dobro de 2005, quando o estudo começou a ser realizado. Naquele ano, o Brasil tinha 361,4 mil presos, de acordo com o levantamento.

Esses 726 mil presos ocupam 368 mil vagas, média de dois presos por vaga. “Houve um pequeno acréscimo de unidades prisionais a partir de 2014, muito embora não seja o suficiente para abrigar a massa carcerária que vem aumentando no Brasil. Então, o que nos temos, é um aumento da população carcerária e, praticamente, uma estabilidade no que se refere à oferta de vagas e oferta de estabelecimentos prisionais”, afirmou o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Jefferson de Almeida.

Do total da população encarcerada, 40% são presos provisórios, isto é, ainda sem julgamento, segundo o estudo, desenvolvido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Dos 726.712 presos em junho de 2016, 94,8% (689.510) estavam nos sistemas penitenciários estaduais. Outros 5% (36.765) estavam custodiados em carceragens de delegacias ou outros espaços de custódia administrados pelas secretarias de segurança pública e menos de 1% (437) em presídios federais.

A maior população prisional do país está em São Paulo, onde há 240.061 presos. O estado é seguido por Minas, com 68.354, e Paraná, com 51.700. A menor população carcerária está em Roraima, onde foram registrados 2.339 presos.

Políticas para o sistema prisional

De acordo com o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Jefferson de Almeida, os dados do Infopen vão permitir que o governo elabore políticas para o sistema prisional em 2018 e melhore a aplicação dos recursos públicos.

“A estatística vai permitir a correta aplicação dos recursos financeiros dentro das premissas que o estudo estatístico aponta”, explicou Almeida.

De acordo com Jefferson de Almeida, existem recursos para aprimoramento do sistema. “Só em dezembro de 2016 foram repassados aos estados mais de R$ 1 bilhão”, afirmou.

Os dados divulgados pelo Depen foram atualizados até junho de 2016. No início de 2017 o G1 fez um levantamento com base nos dados mais atualizados dos governos dos 26 estados e do Distrito Federal.

O levantamento do G1 apontava um déficit de 273,3 mil vagas no sistema carcerário, com 668.182 presos, dos quais 37% provisórios. O número do levantamento do G1 é menor que o do Infopen porque não estão contabilizados os casos de presos em delegacias.

Sem julgamento

Segundo o levantamento, quatro em cada dez presos brasileiros não tinham sido julgados quando o estudo foi concluído, em junho 2016.

Em 9 estados, havia mais presos sem condenação do que efetivamente julgados e condenados. O pior caso era o do Ceará, onde dois em cada três presos eram provisórios.

Em Sergipe, onde 65% dos presos não tinham condenação, todos os presos provisórios, no período da pesquisa, estavam encarcerados havia mais de 90 dias. No Amazonas, 64% dos presos eram provisórios – três em cada quatro estavam encarcerados havia mais de três meses.

Em 2014, a média de presos sem condenação já era de 40%, mas os percentuais de presos nessa condição (mais de 90 dias encarcerados) era menor, de 26%. O Ceará tinha a maior taxa nesse quesito (42%).

Esse é o senário do sistema carcerário brasileiro, embora não tenhamos dados oficiais da realidade carcerária de Mirinzal, não é difícil deduzir que as condições não são diferentes daquelas constatada no Estado como um todo, é sabido que o Maranhão ampliou a oferta de vagas no sistema prisional, bem como vem realizando medidas para melhorar o sistema de segurança do Estado, como por exemplo realizando novos concursos públicos, seja para a Polícia Militar, quanto para a Polícia Civil, todavia, o efeito dessas ações tende a demorar ainda um tempo, o fato é que a população ainda não se sente segura e fuga como esta de Mirinzal acende o alerta da real necessidade de melhorias constantes. 

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