Tragédia, Criminosos invadem festa e matam 14 pessoas em danceteria de Fortaleza

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FORTALEZA — Criminosos invadiram uma festa e mataram 14 pessoas na madrugada deste sábado em uma danceteria no bairro Cajazeiras, em Fortaleza. O número de mortos foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública. Por volta de 1h30, um grupo de bandidos chegou em três carros e invadiu a casa, conhecida como o Forró do Gago, já atirando. Seis feridos foram levados para o Instituto Doutor José Frota (IJF), maior hospital de urgência e emergência de Fortaleza. Todos foram baleadas. Pelo menos um deles se encontra em estado grave.

Um dos feridos é um adolescente de 12 anos, filho de um ambulante do bairro, conhecido como Marrom, morto no atentado. Também estão internados no hospital uma jovem de 19 anos, outros três adolescentes de 16 anos – sendo duas jovens -, e um de rapaz de 24 anos.

A polícia trabalha com a hipótese de acerto entre facções criminosas rivais. Testemunhas relataram que os tiros duraram meia hora. Frequentadores do forró se abrigaram na casa de moradores da rua ao fugirem do ataque. A população do bairro está com medo e evita dar informações.

A chacina pode ser considerada a maior do estado. Em 2015, a Chacina da Messejana deixou 11 mortos, a maioria adolescentes.

Conforme relato de um policial há marcas de tiros em várias paredes da casa de shows e em veículos que estavam estacionados próximos ao local.

– Algumas testemunhas falam em dezenas de pessoas chegando e atirando, sem dar chance de defesa; outras falam que eram um grupo de 15 bandidos, em três carros, fortemente armados – contou o policial militar.

Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) sobrevoa a região. E buscas foram feitas no bairro.

“Está muito horrível, muito horrível mesmo, muita gente baleada no chão”, escreveu um sobrevivente, em mensagem compartilhada em rede social.

Relato de sobrevivente

“Está muito horrível, muito horrível mesmo, muita gente baleada no chão”, disse um sobrevivente, em mensagem compartilhada em rede social. A PM confirmou que se trata do texto de uma testemunha que pediu para não ter o nome divulgado.

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