CURURUPU: salários atrasados em tempo de crise econômica

POR EDITORIAL

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Um funcionários da prefeitura de Cururupu, usou um programa de Rádio local, apresentado pelo radialista Cláudio Mendes, para desabafar sobre os constantes atrasos do funcionalismo municipal, muito revoltado, o funcionário disse que está passando fome com sua família e que não sabe mais o que fazer, o drama narrado pelo funcionário logo viralizou nas redes sociais, no desabafo o funcionário chegou a questionar o Poder Judiciário em relação às providências para solucionar o problema, questionamento este que não faz muito sentido, pois é exatamente o judiciários juntamente com o Ministério Público que estão buscando soluções ao caso concreto, questionou ainda os vereadores, por receberem cinco mil reais de salário, ora, se o desabafo é por salário atrasados não faz sentido questionar quem está recebendo os seus, a menos que este estivesse recebendo em detrimento dos que não recebem, questionou ainda a falta de fiscalização por parte dos vereadores no tocante às ações do executivo municipal.

Destacou que os vereadores trabalham apenas 4 vezes ao mês e recebem seus salários em dias, diga-se de passagem, segundo o desabafo cinco mil reais.

No ápice do desespero em razão da situação vivida, embora não se justifique a sugestão do funcionário, o qual abusou da liberdade de expressão para questionar os seus pares em relação aos protestos realizados, na visão dele (funcionário), se os servidores tivessem invadido a Prefeitura e usado de força contra a Prefeita o pagamento já teria acontecido, claro que essa é um visão completamente equivocada, no Estado Democrático de Direito não é mais possível esse tipo de ações, nem pensada, menos ainda colocada em prática, não apenas contra autoridades, mais é inadmissível contra qualquer indivíduo de nossa sociedade.

O funcionário ainda lembrou de episódio semelhante em que os funcionários ficaram sem salário na gestão do ex Prefeito José Amado, episódio este que diga se de passagem um tanto quanto sombrio, segundo o funcionário, naquela oportunidade o prefeito em questão somente pagou os salários quando se sentiu ameaçado pelos funcionários, aliás, atitude essa que não é revertida de legalidade em tempo.

Embora se compreenda a situação vivida pelo funcionário, o diálogo sempre deve prevalecer em um sociedade, sob pena de estarmos subvertendo à anarquia, ou seja, sistema político baseado na negação do princípio da autoridade, certamente este não é o sentimento dos cururupuenses, pelo menos em sua maioria absoluta a qual este editor se filia.

É sabido por todos nós que a violência não gera paz, ao contrário,  a violência gera mais violência, desta forma em tempos atuais não é possível admitir tamanha ofensa a quem quer que seja, seja autoridades ou anônimos, afinal, todos somos dignos de respeitos, por outro lado, é imperativo a necessidade de cumprimentos aos precitos legais, especialmente no que tange à coisa pública, entre as quais o pagamento regular e não fracionados da contra partida pelos serviços prestados, deste modo, nenhum agente público ou privado, a pretexto de crise econômica, ou de outra natureza, tais como débitos de gestores anteriores, podem justificar a mora em pagamento de servidores, sob pena de também serem responsabilizados.

Vale destacar que, o atual vice Prefeito de Cururupu, senhor José Ribamar Santos, mais conhecido como “Marajá” usou no dia de hoje (02), o mesmo espaço usado por um funcionário para questionar o atraso no pagamento como resposta ao que considerou ofensivo à senhora Prefeita de Cururupu, é verdade, as palavras ditas pelo funcionários não foram republicana, assim como não foram em alguns momentos suaves o tom utilizado pelo vice prefeito, que transpareceu claramente um tom de ameaça, embora talvez esta não tenha sido sua intenção, especialmente quando sugere controle do que é falado na emissora, bem como na sinalização de responsabilização do apresentador pelo conteúdo exposto em seu programa, ao que tudo indica, nem o servidor nem o Vice Prefeito desejam a violência, mais ambos usaram tom ameaçador, embora em graus distintos para tratar o caso.

Ao que sabemos, não houve uma pauta previamente estalecida do funcionário, mais sim um pedido de alguém com salários atrasados, filhos e esposa passando fome, segundo afirma no apelo, e que pediu para exclamar sua inquietação quanto ao fato, fato esse que foi gerado pela negativa de um direito constitucionalizado, ou seja, o de receber seus salários em dia, como já disse, e voltar a reforçar, não é com violência que vamos combater e reverter os problemas, tão pouco este será combatido com ameaça, o que se deseja é a composição de idéias que venham antes de tudo resolver o problema e disseminar a paz entre todos. 

O Vice prefeito pede que as pessoas “desçam do palanque”, uma alusão que considera que todo esse movimento é político, é claro que o ser humano é político por natureza, mais não podemos achar que quem reivindica seus direitos sejam partidariamente políticos, ao passo que não devemos acreditar que aos que não questionam seus direitos sejam exemplo de cidadão, questionar e cobrar faz parte da inquietação humana, desde que feita pelos caminhos legais. 

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