Feirante a 10 anos, Trabalhadora é Despejada e Seus Materiais Jogado no Lixo em Cururupu

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CURURURPU – Não é de hoje que pessoas denunciam e reclamam da postura adotada pela prefeitura de Cururupu para impor sua vontade. De forma intransigente, a prefeitura de Cururupu, através da Secretária Municipal de Desenvolvimento Agrário Abastecimento e Pesca constrangem pessoas que de alguma forma não estão alinhadas ao seu projeto de governo, o constrangimento ficou evidenciado com a atitude de jogar no lixo o material de trabalho de uma feirante que já está exercendo suas atividades no local há pelo menos 10 anos. Constrangida com a situação, a feirante buscou entender a razão da arbitrariedade, o que foi justificado por uma suposta inadimplência, a qual é totalmente contestada pela feirante, mesmo que fosse verdade isso não dá o direito do município agir desta forma com uma pessoa que tudo que deseja é exercer seu trabalho.

Prefeitura De Cururupu Notifica Feirante A Deixar O Posto Em Até 5 Dias

A senhora  Lauren Antônia Basto Silva, que já exerce atividade no centro de bastecimento de Cururupu a 10 anos, afirma que várias gestões se passaram e que sempre continuou suas atividades, uma vez que precisa do seu trabalho para ajudar na renda da sua família, no entanto, na atual gestão a feirante está se sentido prejudicada e de forma injustificada, uma vez que encontra-se com suas contribuições em dias, mesmo que houvesse débito, na visão da feirante, deveriam chamá-la e da-lhe as condições adequadas para adimplemento, no entanto o que houve foi a expulsão compulsória da trabalhadora do seu local de trabalho.

Segundo a feirante, tem todos os comprovantes de pagamentos, e os que não tem são exatamente dos dias que não trabalhou, pois até março de 2018 a forma de pagamento era diária, no valor de R$ 2,00 por dia trabalhado, ou seja, se a pessoa não fosse trabalhar, não teria que pagar nada naquele dia, pagando somente pelos dias trabalhados, a partir de março de 2018 a forma de pagamento mudou para mensal, e foi fixado em R$ 45,00 reais [para feirantes que vendem café entre outros produtos e que não usam Box], o que é o caso da senhora Lauren Antônia Basto Silva .

Forma de pagamento

Segundo a feirante, durante todos esses tempos em que trabalhou no local, todos os feirantes pagavam diariamente suas contribuições diariamente, a partir de 10 de maço de 2018  houve uma mudança na forma de pagamento das contribuições, passando a ser mensal no valor de R$ 45,00 (Quarenta e cinco reais), em uma conta bancária para todos os feirantes que vende lanche, café entre outros produtos, para os feirantes que são permissionários dos Box a feirante não soube informar o valor. A senhora Lauren Antônia Basto Silva  diz ter o comprovantes do pagamento referente aos R$ 45,00 já na nova modalidade, referente ao mês de abril de 2018 e que o próximo vencimento será no dia 10 de maio, todavia, está impedida de trabalhar por deliberação unilateral da prefeitura de Cururupu por decisão da senhora Nena de Fátima Bastos Chaves, Secretária Municipal de Desenvolvimento Agrário Abastecimento e Pesca do município.

Ainda segundo a feirante, toda essa situação, é de total conhecimento da prefeita professora Rosinha assim como dos vereadores, pois já esteve no legislativo municipal implorando por apoio que venha sensibilizar o executivo em não tirar seu pão de cada dia. 

Cadastro

Segundo a feirante, houve recentemente um cadastro para os feirantes, entre todos somente o seu foi indeferido, a justificativa é sempre a de inadimplência, mesmo segundo ela não sendo verdadeira esta versão. A senhora Lauren Antônia Basto Silva, que é esposa de um professor do município diz precisar do seu trabalho, pois é desta forma que consegui ajudar na renda da família e que não entende o porque dessa situação. A senhora Lauren Antônia Basto Silva afirma ainda que até o início da atual gestão, era permissionária de um Box no centro de abastamento, com pretexto de reformar o estabelecimento, reforma esta que nunca aconteceu efetivamente, foi lhe tirado o Box, mesmo sem reforma, relata a feirante que outra pessoa já vai começar a trabalhar no Box, para a feirante, há uma clara “perseguição”, pois não consegui vislumbrar razões que possa justificar tal atitude, tudo que a senhora Lauren Antônia Basto Silva pede é um minimo de sensibilidade do poder publico municipal para que ela possa exercer seu trabalho e assim não ser mais uma pessoa na vila do desemprego em Cururupu. 

Não conseguimos contato com a senhora Nena de Fátima Bastos Chaves, Secretária Municipal de Desenvolvimento Agrário Abastecimento e Pesca para que pudesse esclarecer em que circunstância se deu a expulsão da trabalhadora do seu local de trabalho. 

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