No Maranhão bancários rejeitam propostas e aprovam indicativo de greve para 03/09

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Em Assembleia Geral realizada nessa quarta-feira (29/08), nas sedes do SEEB-MA, em São Luís e Imperatriz, os bancários maranhenses rejeitaram a proposta rebaixada da Fenaban e dos bancos públicos, que previa reajuste salarial de 5% (inflação de 3,78% + 1,18% de aumento real) e acordo com validade de dois anos. 

A categoria aprovou, ainda, um indicativo de greve para segunda-feira, dia 3 de setembro, em todo o Estado, a depender do quadro nacional. 

Outros sindicatos do país, como o de Brasília, Rio Grande do Norte, Bauru/SP, Amazonas, Pará (rejeitou a do BB), Florianópolis/SC (rejeitou a do BB) e Goiás (rejeitou a da Caixa), também disseram não à proposta insuficiente dos bancos e cobraram uma greve já.

“Afinal, os bancos lucraram quase R$ 80 bilhões em 2017. Lucro este que cresce de 20 a 30% ao ano. Logo, é inadmissível um aumento real de apenas 1,18%, índice muito inferior ao reajuste dos alimentos e dos combustíveis. São migalhas” – criticou o diretor do SEEB-MA, Dielson Rodrigues. 

Durante a Assembleia, os bancários do Maranhão criticaram, ainda, a proposta de acordo bianual, que representa um risco para a categoria, ainda mais com a vigência da Reforma Trabalhista. 

“Nos próximos dois anos, os bancos poderão fazer novas reestruturações, fechando agências, demitindo, descomissionando e precarizando as condições de trabalho dos bancários, assim como fizeram de 2016 e 2018. E nada poderemos fazer, pois o momento de lutar é esse. Por isso, aprovamos o indicativo de greve para a próxima segunda-feira (03/09), em consonância com a decisão de outros sindicatos do país” – afirmou a diretora do SEEB-MA, Gerlane Pimenta. 

Assembleia Geral

Uma nova Assembleia Geral foi marcada para esta sexta-feira (31/08), às 18h30, nas sedes do SEEB-MA, em São Luís e Imperatriz, com o objetivo de avaliar o quadro nacional e organizar o movimento grevista. 

Golpe do Comando Nacional

Vale ressaltar, por fim, que o Comando Nacional, representante da maioria dos sindicatos do país, abdicou da greve e aceitou essa proposta rebaixada em troca de uma cláusula nos acordos coletivos, que vai garantir o desconto anual de 3% dos salários dos bancários, em substituição ao revogado Imposto Sindical, mantendo, assim suas benesses em detrimento dos interesses da categoria. Esse retrocesso não foi sequer mencionado pelo Comando em suas mídias, pois o objetivo é esconder esse golpe dado nos bancários.

“Por isso, a categoria deve se manter mobilizada e pronta para a greve, contra esse jogo de interesses e para lutar por mais conquistas. GREVE JÁ!” – finalizou o presidente do SEEB-MA, Eloy Natan. 

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